O mercado jurídico está saturado e não há espaço para todos?

Resposta: Existe uma crise, mas é a crise do olhar jurídico.

Teremos aproximadamente um milhão de advogados em 2016

As carreiras jurídicas são conduzidas, em sua maior parte, intuitivamente. Em uma era de alta competição, esse modelo simplesmente explodiu, gerando uma percepção de que está ruim. Como pode estar ruim se as demandas jurídicas continuam crescimento mesmo em meio a crise?

Quem cria um mercado sai na frente e, provavelmente, como líder de um conhecimento. Assim foi com o Direito Esportivo, o Direito das Novas Tecnologias e, claro, o Direito Ambiental.
Mas isso foi há uma década.

A máxima da diferenciação está na constante reinvenção da advocacia e de segmentos a serem atendidos, como o Direito Turístico, atuando com produtos e serviços para um Brasil que cresce nessa área. É preciso sair da zona de conforto daquilo que se domina para novas experiências multidisciplinares, sem nunca perder o foco de um segmento.

Você conhece o valor do seu trabalho?

Resposta: Atualmente, a matriz de escolha de bancas é a reputação, indicação direta ou indireta, rapidez no atendimento, capacidade de gerar informações para o cliente e percepção como especialista no tema.

Quer pagar quanto?

Somente após esse conjunto de fatores o preço entra como fator decisivo. No chamado contencioso de massa é que o problema é gritante e as empresas determinam o preço que querem por ação. Mas aceita quem quer.

Quem é contratado com base em precificação será dispensado pelo mesmo motivo.

O segredo é estar entre as três referências de uma determinada especialidade. Assim, mesmo que exista uma negociação de preço, ela será em valores mais interessantes.

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Como o pequeno e médio escritório pode ter chance neste mercado tão competitivo?

Resposta: Ninguém mais está livre de planejar o futuro. As grandes bancas estão perdendo espaço para os advogados altamente especializados.

Diferenciação é a única saída

O que um advogado deve entender é que ele é um empreendedor jurídico. Ele pode unir-se com outras bancas pequenas, participar de alianças e criar novidades e conhecimento para um grupo de clientes. O que não é mais possível é ser expectador de um mundo jurídico de alta rotação.

O cliente exige inovação, agilidade e que o advogado entenda do negócio dele, fale a língua dele. O “juridiquez” não tem mais espaço no mercado de hoje.

A saída mais acertada que um escritório deve ter é: minha proposição de valor tem que ter um diferencial.

Há uma fórmula para se criar uma marca jurídica de valor? Qual é o diferencial?

Resposta: Sim, e curiosamente ela é a mesma há mais de 100 anos. É o poder do conhecimento e das relações que determina o sucesso ou o fracasso de um advogado.

É a energia e disposição individual de colocar o que sabe a serviço dos clientes e da classe jurídica como um todo, sistematicamente, por toda uma vida.

Ao invés de um escritório, uma marca

Qual o limite entre a ética legal e o marketing de alto impacto para o universo jurídico?

Resposta:Existe a falsa ideia de que não se pode fazer nada. Uma leitura apurada do Provimento 94/2000 (da OAB, que dispõe sobre a publicidade na advocacia) revela que o que não se pode fazer é uma exposição exagerada, que acabaria por vulgarizar a marca jurídica.

Porém existe todo um campo a ser explorado, o marketing jurídico, que usa a inteligência estratégica para criar uma comunicação positiva com os cliente.

Muito além do código de Ética.

Quais são as áreas de atuação mais apresentam oportunidades?

Resposta: As áreas mais promissoras estão relacionadas com segmentos em crescimento, como negociações, arbitragens, mercado de carbono, entretenimento, previdência e saúde, além da regulação da internet e segurança cibernética.

Mais negociações e arbitragens irão provocar mudanças importantes na arquitetura jurídica. Quem estiver atento e preparado sairá na frente.

O cálculo moderno é que o Direito possui pelo menos 30 áreas de atuação. Mais importante do que saber onde atuar é saber como e quais as ferramentas de gestão e inovação para saber comunicar a expertise para o mercado. Marketing jurídico não é mais uma opção, é uma decisão inevitável para quem quer se destacar em meio a um mercado tão grande e competitivo.

Tudo mudou na advocacia moderna com o advento da internet. Quais foram as principais mudanças?

A internet mudou tudo

Resposta: O Direito fragmentou-se em sistemas de conhecimento mais especializados.

A cada dia, o cliente percebe isso e busca os advogados que compreendam suas necessidades. Esse fato, por si só, muda tudo, pois o foco que antes era voltado para dentro da própria advocacia voltou-se para o cliente.

Ele tem o poder de determinar a força de uma marca jurídica. Outra questão é que o advogado generalista está em fase de extinção. Ele deve ter algum direcionamento na carreira.

Curiosamente, quanto mais ele se especializar em Direito Tributário, por exemplo, mais ele perceberá a importância de dominar assuntos correlatos como Finanças e Contabilidade.

Essa formação multidisciplinar é outra característica da advocacia moderna. E o “Dr. Google” veio mudar a relação com o cliente, pois disponibiliza a informação para todos. O impacto da internet foi devastador

Ser grande ou pequeno? Eis a questão!

Qual modelo de escritório tem mais chance de prosperar nesta “nova era” do mercado jurídico: o grande ou o pequeno?

Resposta: O tamanho do escritório não importa tanto, como a maioria imagina. Tamanho, é uma mescla de experiência, rentabilidade, alta especialidade, gestão de pessoas, marketing jurídico e capacidade de inovar.

Na realidade prática, são os sócios que necessitam determinar qual é o modelo em que a banca se encaixa para determinada região geográfica em que atua, novas áreas, e se querem ou não crescer organicamente.

Para escritórios com uma proposição de valor sólida não existe crise, desde que sejam percebidos como referência em suas áreas de atuação.
Existe um movimento confirmado de mercado: grandes empresas estão preferindo escritórios de médio porte para terem acesso a serviços mais personalizados.

Neste sentido, os sócios devem assumir a frente do planejamento estratégico e determinar o que a banca é realmente. Sem isso, o escritório torna-se apenas mais um.

É possível motivar os advogados? Mesmo os mais jovens?

Como engajar pessoas nos projetos e ter uma estratégia alinhada com sua proposição de valor? Afinal de contas… você tem uma proposição de valor?

Os grandes especialistas de RH vivem dizendo que o dinheiro não motivas as pessoas, ou que motivam por apenas um tempo.
Mas o que realmente motiva? o que faz as pessoas estarem engajadas com os projetos e estratégias de um escritório?

A resposta para isto é simples:

1 – autonomia: os advogados têm que ter autonomia para criar, desenvolver teses, defender suas ideias e estabelecer um modo próprio de atuar no escritório.
2 – desafio: o advogado tem que entender a missão do escritório e tudo o mais deve permear isto. Ele deve se sentir desafiado a isto.
3 – propósito: qual o seu propósito? como ele se relaciona com sua vida profissional e pessoal? Pessoas sem propósito são pessoas desmotivadas.

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