Temos visto muitas pessoas se preocupando e investindo muita energia sobre a advocacia do futuro, advogado do futuro e como se preparar para isto. 

Os debates sobre o futuro na advocacia inspiram ou causam medo?

Existe uma onda de debates, principalmente no mundo online, para te convencer (geralmente te impondo algum medo), de que quem não investir agora no futuro, irá perder grandes oportunidades e pode até desaparecer do mercado. 

Este debate é muito importante, mas antes de discutir o futuro você deveria se preocupar em resolver o básico de hoje primeiro. 

Não se pode esperar um futuro promissor replicando as ineficiências do presente. 

O futuro é agora, mas o presente continua o mesmo. Tanto escritórios grandes ou pequenos enfrentam desafios em sua gestão. O básico ainda muito longe de ficar bom.

Obviamente que o pensamento sobre o futuro da advocacia não deve ser para desestimular ações para  empreender ações concretas de preparo, adesão e assimilação. Contudo, seguir uma tendência não significa a solução para os problemas que se seguem.

O básico ainda está muito longe de ficar bom 

  • ainda há advogados que não sabem precificar honorários baseados em uma estratégia de crescimento 
  • ainda há escritórios com um clima de trabalho muito ruim, ou com advogados que não tem nenhum senso de engajamento 
  • ainda há escritórios que não entendem da produtividade de seus advogados
  • ainda há sócios que não têm alinhamento sobre o futuro
  • muitos ainda não sabem como estabelecer um diferencial e ser uma marca desejada
  • ainda há sócios discutindo se é mesmo necessário adotar um plano de carreira para os advogados
  • ainda há advogados que não sabem vender seus serviços jurídicos, ou estabelecer uma abordagem de CRM adequada

Tudo isto deve vir antes, como prioridade.

Resultados de uma pesquisa com mais de 34.000 pessoas

Agora em setembro a Revista Entrepreneur publicou um trabalho sensacional de pesquisa com mais de 34.000 pessoas discutindo 24 fatores em sete áreas: 

  • Alinhamento – para onde a empresa está se dirigindo, seus valores e cooperação
  • Eficácia – fazendo as coisas bem feitas e da maneira mais simples e rápida possível, compartilhando pontos de vista diferentes e incentivando novas idéias
  • Conexão – a visão de futuro é uníssona, colaboradores se sentem valorizados e seu trabalho é significativo
  • Meu gerente/superior – se preocupa com as preocupações e ajuda as pessoas a aprender e crescer

Além disso, a pesquisa pergunta aos colaboradores sobre outros fatores:

  • Engajamento, motivação, retenção e encaminhamento
  • Líder – confiança na liderança da empresa
  • O Básico – remuneração, benefícios, flexibilidade, treinamento, expectativas

Conheça neste link as empresas e os motivadores que as colocaram como vencedoras. 

Desenvolver uma cultura forte deveria ser a prioridade de todo gestor jurídico

No fundo todos nós queremos amar onde trabalhamos – e queremos que nossos colaboradores / advogados estejam tão animados por estarem lá quanto nós. 

Mas, nem todo sócio de escritório de advocacia sabe como tornar seu local de trabalho um lugar inspirador, agradável e focado no crescimento – e pensar que investir em uma mesa de pingue-pongue, pufs espalhados e horário flexível, nem sempre resolve tudo.

Tudo se resume a ter uma cultura forte – uma em que nos inspiramos para sermos melhores, motivados pela missão da empresa e nos sentimos empoderados por nossos líderes.

Cultivar culturas de alto desempenho que alcancem como a destas empresas não é tarefa fácil, mas uma coisa é certa, essas 150 empresas vencedoras são negócios cujos objetivos são maiores do que simplesmente ganhar mais dinheiro. 

por André Medeiros – sócio na advocobrasil

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